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am 23. Jun. 2010 18:53 | Cartas Coletivas (enviadas à Alemanha por Johann Peter Kayser e irmãos)
Da Colônia Alemã de São Leopoldo, perto de Porto Alegre, na Província do Rio Grande do SuI, Império do Brasil, domingo, 16 de Janeiro de 1831.
Nosso muito querido irmão Philipp:
Se até esse momento em que te escrevemos o onipotente e absoluto Deus abençoou a ti, tua querida esposa e filhos com saúde e prosperidade, nós nos alegramos e agradecemos ao Senhor Todo Poderoso do fundo de nossas almas. Nós, teus fiéis irmãos, Johann, Peter e Nikolaus e tua querida irmã Philippine informamos que graças a Deus chegamos bem aqui nesta terra tão distante da Alemanha, que temos todo necessário para viver, que estamos em paz e com saúde. Nos, três irmaos e irmã, com o pai e a mãe, acompanhados pela tia materna, pela mulher de teu irmão João e por quatro crianças, partimos de Amsterdã para o alto mar no veleiro Epaminondas, no dia 7 de julho de 1827. Sob as linhas equatoriais, faleceu no oceano Philippine, a filhinha de teu irmão Johann, na tenra idade de seis anos e quatro dias. Depois expirou também a irmã de nossa mãe. As ondas do mar tornaram-se sepulturas desses queridos e amados seres, mas seu espírito já está transfigurado diante da graça de Deus.25 Após doze semanas de viagem muito penosa, porém não perigosa, alcançamos, no dia 28 de setembro de 1827, o porto da cidade do Rio de Janeiro, capital e residência do Império Brasileiro. Dois dias mais tarde, em 30 de setembro, aportamos defronte a cidade, à direita, na Armação, um lugarejo, onde durante seis semanas recebemos gratuitamente comida boa e abundante em grandes armazéns imperiais. Foi ali que perdemos, pela morte, nossa boa mãe. Que lhe seja suave o descanso na terra de uma outra parte do mundo, até que o todo amoroso Deus reúna a ela, nós, seus filhos, na eternidade! Com um navio português,26 velejamos, partindo da Armação em 12 de novembro de 1827, para alcançar aqui a distante meta final da viagem, e sofremos o mais duro golpe: perdemos também o nosso leal pai. Também ele foi presa da morte, e muitas lágrimas seguiram seu corpo inanimado. Será nosso esforço rever, um dia, também o bom pai naquele mundo perfeito. Passamos as cidades de Rio Grande e Porto Alegre e aportamos, com saúde e alegria, no dia 15 de dezembro de 1827, na recém-fundada cidade de Santa Leopoldina (São Leopoldo), situada no rio (dos Sinos). Durante onze meses tivemos de permanecer no lugar Feitoria, até que recebêssemos as nossas colônias na mata virgem. Há tempo, as terras limpas e abertas dessa província já foram distribuídas a alemães que chegaram anteriormente e dos quais aqui se encontram mais de 6.00027. Na mata da Picada do Cadeia, duas horas adentro, recebemos nossas colônias; teu irmão João ganhou a de nº 13, à esquerda, e teus irmãos Peter e Nikolaus receberam a de nº 14, à direita, assim que nossas casas se encontraram uma de fronte a outra28. A zona da mata, onde moramos, pode ser comparada a uma aldeia de primeira ordem. Mas tudo é mata e árvores por todos os lados. Cada colônia tem 100 braças de largura e 1.600 braças de comprimento, sendo que uma braça equivale a sete pés e meio. Nesta picada existem 54 colonias do lado direito e 54 do lado esquerdo, 108, portanto, habitadas até agora. De nossas propriedades ate o fim da picada, distamos duas horas. As terras na mata virgem são fáceis de desbravar e preparer para o plantio. Corta-se o bosque, derrubam-se as árvores; os paus e os arbustos são queimados e logo se planta. Toda esta região é ricamente abençoada com fertilidade pelo Criador. Tudo cresce aqui para surpresa e admiração de todos. Todos os frutos de campo e horta alemães medram, mas nenhuma fruta de pomar.29 A videira demora para frutificar; o vinho vem de outras regiões. Após cinco meses de trabalho, ja pudemos colher de nossas próprias terras. Várias culturas podem ser obtidas duas vezes por ano, como a batata inglesa e o milho. 0 centeio é da melhor qualidade. Das frutas meridionais, há aqui ananá1s, laranjas, bananas, figos, melancias e melões; limas, pêssegos, limões e muita cana-de-açucar; aqui se produz alodão, óleo, cânhamo e linho. Nós, teus irmãos, Peter e Nikolaus, temos dois cavalos de sela, bastante porcos e galinhas, e teu irmão João tem, igualmente, dois cavalos de sela, além de muitos porcos e galinhas. Uma galinha vale aqui dois francos (320 reis). Por enquanto, os animais estão sendo criados, em grande número, aqui no mato, porque esse não foi derrubado em extensao suficiente e temos falta de potreiros. Porém, dentro de quatro ou cinco anos, essa deficiência estará vencida. Temos recebido do Imperador, normalmente, nossos subsídios ou mesadas, na importância de urn franco (160 réis) por dia e por pessoa durante o primeiro ano, e de meio franco no seguinte. Também a ferramenta agrícola e o gado prometido devem-nos ser entregues ainda. Esse país é extraordinariamente rico em gado vacuum e outro, muito mais do que a Alemanha. 0 gado anda pastando dia e noite nas terras limpas; há pasto de sobra durante todo o ano. Já faz um ano que João, o filho mais velho de teu irmao João, está com um morador português para aprender a lingua portuguesa30. Esse portugues tern mais de 4.000 cabeças de gado e ja deu de presente a meu filho tres cavalos, uma vaca e quatro reses. Um cavalo que aqui se compra por 4 carolinos (?), é mais bonito do que um que se consegue na Alemanha por 20 carolinos. Caçar aqui é permitido a todos e há caça selvagem suficiente, mais do que na Alemanha. Até mesmo leões e tigres vivem no interior das matas, não são perigosos e não atacam as pessoas. Aqui há veados, corços, porcos selvagens, porcos d' agua e antas tão grandes como uma mula, das quais também há muitas; tatus, coatis, parecidos com raposas mas com sabor diferente, patos e papagaios, galinhas do mato; aqui não há lobos. Cobras, lagartos, escorpiões, formigas e bicho-de-pé são animais que devem ser mencionados, pois, se não os houvesse essa terra seria insuperavelmente maravilhosa. No entanto, não há nada perfeito no mundo. Tudo é caro aqui, na compra e na venda, e todos os produtos podem ser colocados e transformados em dinheiro. De nossa colônia até a cidade (São Leopoldo), levamos seis horas; de la a Porto Alegre, dezesseis horas por via fluvial e sete por via terrestre. 0 dinheiro não é nada prezado aqui, pois há de tudo em abundância. Temos isenção de impostos por dez anos e, findo esse prazo, precisaremos pagar só a decimal parte do resultado das colheitas. 0 clima neste lugar é altamente favorável à saúde dos alemães; o ar é tépido e saudável e a água é cristalina. Não faz nem muito calor, não tanto quanto nas províncias próximas à linha do Equador. Também não faz muito frio. O inverno caracteriza-se aqui por chuvas frequentes só nos meses de junho e julho. No ano passado caiu um pouco de neve, a primeira que vimos nesse país. Quem na Alemanha se diverte em esquiar sabre a neve, aqui tem de esquecer tal prazer. Tudo verdeja e floresce durante o ano inteiro. A natureza está num constante crescimento e, do mês de agosto até o Natal, semeia-se, planta-se e, antes do Natal, tem-se o grão.
Escrevemos-te uma vez mais, caríssimo jrmão Philipp e querido irmão Johannes, que como pessoas livres em nossa propriedade estamos felizes, satisfeitos e com saúde. Desejamos, de coração, o mesmo a ti, aos teus, a todos nossos parentes e amigos. Nossa irmã Philippina, logo após nossa chegada, casou com Philipp Deuner, de Schafhausen, perto de Alzey. Ela vive satisfeita, em feliz matrimônio, e mora a quatro horas daqui. Teus irmãos Peter e Nikolaus ainda estão solteiros. Saudamos cordialmente muitas vezes nossos irmãos Philipp e Georg Philipp e suas esposas e irmãos. Nosso irmão Georg Philipp poderia ganhar mais em um quarto de ano do que ganha em um ano na sua pátria, pois as ferreiros habilidosos são aqui muito raros e caros; todos as profissionais fazem aqui muito dinheiro. Ao Sr. Pastor Pfender nossas respeitosas saudações, assim como à sua esposa e a seu querido irmão. Desejamos também a teu querido irmão Johannes e esposa, seu pai, irmaos, cunhados e cunhadas, a todos seus melhores amigos, saudações e as bençãos de Deus. Teu irmão Peter saúda o professor Peter Hersch de quem guarda reconhecidos agradecimentos. Nossa abençoada mãe, que dorme no Senhor, o cunhado Georg Lang e seus irmãos e nosso irmão materno, Nikolaus Fuchs, sua esposa, seus entes queridos e todos nossos parentes, amigos e vizinhos são mil vezes saudados. Nós, teu irmão Peter e Nikolaus, saudamos nossos colegas de escola, Nikolaus Fuchs e Carl Igelmann. Maria Elisabeth Scherer de Sesbach, casada com Heinrich Mühlhausen, cujo irmão Wilhelm Scherer faleceu no mar e deixou urn filho, envia muitas lembranças para sua irmã Anna Elisabeth Leinweberin em Nussbaum. Eles e Jacob Christ, de Dickenschied, Anton Witzius de Laustenweiler (?), Johannes Hensel de Dickenschied, aqui nosso primeiro hospedeiro na mata, são nossos vizinhos mais próximos. Heck, de Dickenschied mora ao nosso lado. Teu querido irmão Philipp informa que Deus presenteou o irmão Johannes com um filho em 3 de março de 1829, que o mesmo está com saúde e já completa quase dois anos. Para finalizar esta carta, pedimos-te, melhor irmão, que tão logo seja possível e Deus permita, respondas nossas carta, pois com angústia esperamos tua resposta. Aqui vivemos em paz e sossego e seguramente vais nos informar se voces também vivem em tranquilidade e paz, saúde, alegria e prosperidade. Escreva também algumas novidades em particular sobre guerras ou paz e assuntos políticos. Gostariamos imensamente, verdadeiramente, amado irmão, e se Deus misericordioso assim o perrnitisse nesse mundo, que pudessemos vez mais nos ver e abraçar. Se a Providência não nos proporcionar isso, certamente nos veremos na última morada da alma. Viva bem, junto com tua amada esposa e que Deus te abençoe até a velhice. Permanecemos, até o último momento de nossas vidas, teus mais queridos irmãos. Johannes Kayser, Peter Kayser e Nicolaus Kaiser.31 25Devemos esta carta de 1831 e a outra, citada no texto, de 1836, à gentileza de Wilfried Kayser, Annabergstrasse, 11 (6) Frankfurt/Main. 260 "navio portugues" foi o costeiro brasileiro Dido, que transportou 268 colonos para o SuI, em viagem direta a São Leopoldo. 27 – Hillebrand, médico e diretor da Colônia Alemã de São Leopoldo, registrou cerca de 5.000 imigrantes chegados até 1830. A sifra de 6.000 parece-nos um pouco alta, mesmo levando em conta o aumento demográfico. 28 - No lote nº 13, à esquerda, foi construída a segunda igreja evangélica, inaugurada em julho de 1867, em terreno doado pelo próprio Joao Kayser. 29 – O autor naturalmente subentende as de seu país, como maçãs, peras, cerejas etc. 30 - Supomos tartar-se de Hortêncio Leite, cujo nome originou a troca de denominação de Picada do Rio Cadeia para a de São José do Hortênsio. 31 -Observe-se que João e Pedro assinam o sobrenome com "y" (Kayser), e Nicolau, com “i” (Kaiser), pormenor que justifica as duas grafias com que a descendência Kayser se identifica até hoje, tanto no Brasil como na Alemanha.
Porto Alegre, na Província de São Pedro do SuI, Brasil, 13. Março, 1836.
Caríssimo e querido irmão:
Desejo que estas poucas linhas encontrem a ti, tua querida família e todos os parentes com saúde.
Durante o longo espaço de tempo de quase nove anos em que não nos vimos mais, tenho escrito várias vezes a voces, sem ter sido alegrado, até agora, com uma querida resposta. As cartas provavelmente não chegaram ou se extraviaram. Encontrando-me casualmente aqui na capital, de onde partirá em poucos dias um navio hamburgues diretamente para Hamburgo, aproveito com prazer esta oportunidade para dirigir estas poucas linhas a voces, na esperança de que, desta vez, a carta chegue bem em seu poder. Quanto a nossa família daqui, sou casado com Elisabeth Hensel, de Dickenschied. Nosso matrimônio foi abençoado com dois filhos, uma menina, de dois anos e um menino, de dois meses. Gozamos de perfeita saúde. Tenho uma mulher boa e valente; vivemos felizes e na melhor concórdia. Possuo um bom lote e, além disso, uma pequena venda e faço negócios de intercambio com Porto Alegre. Tenho, portanto, a minha vida garantida.
Nosso irmão mais velho, Johannes, esta bem e com saúde, sua família cresceu em mais seis filhos; o irmão mais moço, Nikolaus, ainda está solteiro e há três anos viaja, obtendo urn bom rendimento. Nossa irmã Philippine está casada com Philipp Deuner, de Alzey, ja tem quatro filhos e, graças a Deus, estão todos bem.
Da distante e amada patria, onde está o bem de todos aqueles a quem amo, peço-te, querido irmão, que me respondas tão logo seja possível, contando as novidades da família e da patria. Meu endereço é o seguinte: Ao colono Pedro Kayser, perto da Colônia Alemã de São Leopoldo na Província de São Pedro do SuI, Brasil. Ponham a carta em um envelope e mandem-na ao Senhor comerciante Franz Diederich em Hamburgo, que tern um filho nessa cidade e que manda, anualmente vários navios para cá, mas devem liberar postalmente a carta até Hamburgo.
Milhares de saudações ao meu irmão Georg Philipp e a sua família, assim como a todos os bons amigos e conhecidos da minha parte, da parte da esposa e de todos os parentes. Caro irmão, preciso encerrar. Que o bom Deus vos guarde e proteja e, na esperança de receber em breve uma cara resposta, sou por toda a vida seu querido irmão,
Peter Kayser.
Nota: Estas duas cartas de Pedro Kayser encontram-se transcritas às páginas 1594 até 1599, do Tomo III, da obra intitulada “O Quadriênio 1827-1830 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, de autoria de Carlos H. Hunsche e Maria Astolfi. | |
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| | Erstellt von: Carlos Gilberto Kayser
am 10. Apr. 2010 20:45 | História do sobrenome KAYSER Nomes distintos como os nascidos da família Kayser têm sido registrados na Alemanha e em outras regiões da Europa desde a era medieval. Sobrenomes alemães são facilmente encontrados na Suíça, Áustria, Luxemburgo e Alsácia-Lorena, bem como na própria Alemanha. Além do mais, existem outras regiões européias onde sobrenomes alemães ocorrem como resultado de circunstâncias históricas específicas. Entre essas áreas está Siebenbürgen (Sete Castelos), um território na região da Transilvânia, localizado entre as fronteiras da Romênia. Lá por 1150, um grande número de colonizadores da região de Mosel foi assentado nesta área, onde foram identificados pelos nativos como “saxões”, termo geralmente aplicado a pessoas da região dos Bálcãs. Por curiosidade, isso aconteceu um século antes da fundação de Berlim. Na realidade, ancestrais da ilustre família Kayser não viram o documento de fundação da cidade de Berlim até o ano de 1244, muitos anos depois que sua cidade-irmã, Colônia, conheceu. As duas cidades foram estabelecidas por razões geográficas e mercadológicas, já que elas comandavam uma rota natural de comércio de leste a oeste sobre o rio Spree, tanto quanto cidades no Reno comandavam a rota de norte a sul, com ambos os rios servindo pessoas, incluindo os honoráveis antepassados da família Kayser. Sobrenomes alemães podem também ser encontrados na Rússia e na Ucrânia, enquanto que, curiosamente, nomes eslavos também são freqüentemente documentados na Alemanha, particularmente na Alemanha Ocidental. Seguindo as invasões mongóis do século XIII, as autoridades russas e ucranianas recrutavam comerciantes e artesãos alemães, os quais devem ter contado com um ou dois membros da linhagem dos Kayser para revitalizar cidades que haviam sido devastadas pelos invasores mongóis. No século XVIII, por convite da Imperatriz russa Catarina, a Grande, colonizadores alemães se estabeleceram em terras férteis na região do rio Volga, a oeste das montanhas Urais, e talvez alguns membros aventureiros da família Kayser estivessem incluídos entre eles. Esses “Alemães Volga” foram, eventualmente, contados em 700 mil pessoas e um grande número significante permaneceu na Rússia. Curiosamente, a mãe de Vladimir Ilyich Ulyannov (Lênin), foi uma alemã do Volga. Enquanto que alguns alemães que residiam na Rússia e na Ucrânia aprenderam a língua local e adotaram alguns costumes eslavos, muitos continuaram a “ser alemães”, morando em cidades onde o nome e a língua oficial era alemã, muitas vezes sob o sistema legal conhecido por “Lei de Magdeburg”, cujo nome foi obtido da cidade alemã de Magdeburg. Já no século XII, alemães aventureiros, comerciantes e missionários eram muito ativos na região do Báltico, e as influências alemãs se refletem em alguns sobrenomes encontrados na Lalvia, Lituânia e Estônia, nomes que foram há muito tempo estabelecidos nestas regiões. Por isso, na época em que os sobrenomes foram se desenvolvendo, a cultura e a língua alemã foram difundidas por toda a Europa. Origem do sobrenome Kayser Durante a Idade Média, com o crescimento do comércio, a necessidade de documentos e registros precisos estava aumentando. Estava tornando-se necessário identificar cada pessoa por outro nome, um sobrenome, uma vez que muitas pessoas tinham o mesmo nome. Apelidos eram muito comuns na Europa Medieval, e eram freqüentemente adotados por seus portadores como um sobrenome. Com relação ao sobrenome Kayser, pesquisas indicam duas explicações, podendo ser uma variante de sobrenomes alemães Kaiser e Keiser. Em primeiro lugar, este nome pode se originar de um apelido, pertencendo à categoria de nomes baseado em características pessoais ou físicas do portador. Neste caso, o sobrenome Kayser é derivado do latim “César”, especialmente de Júlio César, o general e ditador, e mais tarde de todos os imperadores. Os numerosos festivais de.... importância, em contrapartida à monótona vida das pessoas nas cidades e vilarejos, levava os atores que desempenhavam sempre o mesmo papel por anos a serem apelidados após o final das apresentações. Sendo assim, por exemplo, o nome que indicava uma linhagem para quem desempenhou o “rei” ou “imperador” (César=Kaiser). Os sobrenomes Kayser e Keyser são derivados de Kaiser, e são freqüentemente simplificados em Kyser e Kiser. Essas alcunhas podiam também denotar algumas verdadeiras ou assumidas qualidades reais dos portadores. Em segundo lugar, o sobrenome Kayser é considerado como “nome-de-casa”, visto que, na época medieval, muitas pessoas não sabiam ler ou escrever e hospedarias penduravam em suas fachadas sinais que indicavam animais favoritos ou símbolos a fim de fazerem com que seus estabelecimentos fossem mais facilmente identificados. As pessoas que residiam próximas a esses sinais ou animais muitas vezes tornavam-se conhecidas como tais. Aqui, a referência é feita a este “nome-de-casa” nos registros datados de 1320, descrevendo “ein domus dieta zume Kaiser”. Registros destes sobrenomes datam do século XIII. A “Furstenbergisches Urkundenbuch” lista um Wilhelmus conhecido como Kaiser sendo um cidadão de Hayingen em 1271. O mesmo documento cita Albertus Kaiser (ou Keiser) listado como sendo fazendeiro em 1273. Jacob Keyser de Stryegau, residente em Worms, foi mencionado em documentos de Hesse, no ano de 1279. Josef Kayser, que era prefeito aposentado de Islau, foi condecorado com a nobreza austríaca em Viena, no dia 3 de fevereiro de 1796. Um dos mais notáveis portadores do sobrenome foi Georg Kaiser (1878-1945), um dramaturgo alemão, nascido em Magdenburg, que foi conhecido como o “Teatrólogo do Expressionismo”, porque seu estilo era análogo ao Expressionismo na arte. Enquanto que muitas famílias na Alemanha, que portam armas em suas roupas são descendentes da nobreza e de cavaleiros, muitas outras promovem seus ancestrais a cidadãos, cujos brasões surgiram como desenhos nos selos dos anéis que eles usavam para autenticar documentos ou nos sinais que identificavam seus locais de negócios. A Alemanha medieval foi local de muitas e ferozmente independentes cidades, onde as classes dominantes compreendiam ricos mercadores e profissionais. Atualmente aqueles que têm o histórico sobrenome Kayser contam entre seus predecessores ambos membros da nobreza e membros da classe cidadã. O que é certamente verdade é que todos os afortunados que possuem o sobrenome Kayser podem se sentir orgulhosos, sabendo que seu local de nascimento foi num país rico de história e cultura. | |
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| | Erstellt von: Carlos Gilberto Kayser
am 31. Mrz. 2010 15:17 | História da família Os Kayser, Kaiser, Kaizer, Kayzer, Kaiszer, Kaisser ... espalhados pelo Brasil, Argentina e Paraguai (regiões missioneiras) - segundo pesquisas realizadas até o momento - acredita-se serem todos originários do mesmo “tronco” nascido na Alemanha Ocidental, na região da Renânia-Palatinado, na “Verbandsgemeinde Simmern/Hunsrück”, na pequena comunidade de Holzbach, cuja primeira referência data de 1346. Holzbach, comunidade rural, banhada pelo arroio do mesmo nome, possui área territorial de apenas 5,03 Km2 e conta, atualmente, com tão somente 503 habitantes. (veja mais informações e fotos em: http://www.simmern.de/Holzbach.html. Naquele povoado nasceram, quatro gerações, dos nossos seguintes genearcas (mais antigos e conhecidos até o momento): Nicolaus Kaisser (1580), Johannes Kaiszer (1605), Nikolaus Kaiszer em 1630, e H. Peter Kaiszer aos 04 de abril de 1656. Na descendênia direta, na quinta geração conhecida, aos 8 de dezembro de 1690, no povoado chamado Hottenbach - http://www.gemeinde-hottenbach.de/portrait.html - nasceu Sebastian Petrus Kayser (observe a influência franco-romana no nome). Segundo Hunsche, foi Burgomestre de Hottenbach, Renania-Palatinado, a época do domínio de Baden. Ainda na mesma região, no povoado de Rhaunen - http://www.rhaunen.de/- seguindo na linha descendente, sexta e sétima gerações, assim consideradas, nasceram Johann Nickel Kayser, aos 25 de agosto de 1720, e seu filho Johann Kaiser, aos 21 de fevereiro de 1761, este, imigrante, e falecido a bordo do navio costeiro “Dido”, em novembro de 1827, quando, com familiares imigrantes, deslocava-se para o Rio Grande do Sul. Um pouco mais ao sudeste, ao lado de Kirn, na comunidade denominada Simmern Unter Dhaun, atualmente Simmertal - http://www.simmertal.de/ -localidade de partida para a imigração - nasceram os demais genearcas imigrantes: Johann Peter (8 mar 1806), Johann Nikolaus (1808), assim como Johannes (4 dez 1791) e seus filhos: Johannes (26 abr 1816),Johann Philipp (10 jan 1819) e Karl, nascido aos 18 de setembro de 1825 e imigrado com apenas 2 anos de idade. Verdadeira saga: A imigração da nossa brava família No dia 7 de julho de 1827 embarcou no porto de Amsterdam/Holanda, no veleiro Epaminondas, nossa destemida família de imigrantes assim composta:pai, mãe e quatro filhos; irmã da matriarca, a esposa de um dos filhos e seus quatro filhos menores (netos). Durante a viagem faleceram quatro membros. Primeiro, na altura do Equador, morreu em alto mar, Philippine, filha de Johannes, com a idade de seis anos e meio. Depois faleceu a tia dos quatro irmãos, irmã da mãe. Em 28 de setembro de 1827, depois de 12 semanas de viagem, chegaram ao Rio de Janeiro. Ali, em armazém portuário precariamente adaptado, ficaram por seis semanas, enquanto esperavam um navio que os levasse ao sul do Brasil. Nesse período, perdem a mãe e avó.
Em 12 de novembro de 1827 tomaram o navio costeiro “Dido” com destino a São Leopoldo. Nesse percurso faleceu também o pai e avô, sendo seu corpo lançado ao mar.
Finalmente, aos 15 de dezembro de 1827 a família Kayser desembarca em São Leopoldo.
Foram quase cinco meses de viagem. Dos 12 membros que haviam embarcado em Amsterdã, chegaram a esta terra apenas 8: - Johann Peter Kayser - Johann NiKolaus Kayser - Philippine Kayser - Johannes Kayser, a esposa Maria Elisabeth e três filhos: Johannes, Johann Philipp e Karl (o nosso “Carlinhos”). Chegados a São Leopoldo, os imigrados foram levados para a localidade de Feitoria Velha, a poucos quilômetros da cidade. Ali ficaram por onze meses a espera de suas terras. Somente então, já em 1829, receberam suas colônias na "Picada do Cadeia" ou "Picada do Hortencio" ou, em alemão “Portugieser Schneiss”, "Hortencio Schneiss"; atualmente São José do Hortêncio.
Nota: A história da família no Brasil, assim como dados genealógicos, biografias e imagens, são encontrados em outras áreas (“abas”) deste nosso sítio. | |
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